segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

5 filmes para o Oscar da minha vida.

Oi pessoas, tudo bom com vocês? Eu realmente espero que sim, sei que o Oscar já passou, mas hoje eu trago uma postagem sugerida pelo Rotaroots é o #MEMEdeFevereiro, Vou entregar Oscar para cinco filmes que me marcaram e falar um pouco sobre eles, vamos lá!


1) O ano em que meus pais saíram de férias (2006).


Esse filme tem meu coração! Se passa nos anos 70, época de ditadura militar no Brasil, um garotinho se vê deixado na porta do avô por seus pais que "saíram de férias", coincidentemente no mesmo dia em que ele chega a casa do avô o mesmo falece, na verdade os pais deles são militantes da esquerda sendo perseguidos... O filme tem um ótica muito sensível, uma criança, no meio de desconhecidos de uma comunidade judaica, esperando todos os dias por uma ligação dos pais. Mauro, o garotinho, passa por momentos de grande euforia relacionados ao desempenho da seleção brasileira na copa à momentos de muita tristeza pela sensação de abandono, tudo isso de forma leve, um drama sem pesar a mão, muito forte, inclusive foi um dos pré-indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro, não concorreu mas ganhou o Oscar eterno do meu coração! Tá disponível inteirinho e de graça no Youtube, corre lá!


2) Elvira a rainha das trevas. (1988)


Esse entra pela cota de filmes que passavam em looping eterno na sessão da tarde, mas não deixa de ser uma delícia de assistir, se ainda hoje passar de novo corro pra frente da TV. Me encanta demais a história de Elvira, a mensagem é explicita: Se você é o diferente num meio onde todos são iguais, não mude, faça-os te aceitarem, pelo menos eu captei dessa forma. Outra coisa que marca muito nesse filme é a estética dark que pouco parece se associar ao teor de comicidade do filme, é tudo muito bem arranjado. Todo o espalhafato das roupas da Elvira, da casa da tia Morgana, tudo dark porém colocado de uma forma que não pesa mais agrega muito na ambientação do filme. Sendo assim, ganha o Oscar de melhor figurino e make!

3) Diários de motocicleta. (2004)


Sabe quando você vai à passeatas, participa de manifestações, visita a parte boêmia da cidade e vê uma galera vestindo camisa e outros adereços adornados com rostos de grandes personalidades? Pois bem, foi assim que nasceu em mim a vontade de conhecer a história do comandante Che Guevara, Dei um google, li muito sobre a atuação política do cara, mas queria ir além, saber que caminhos ele trilhou até se tornar Che Guevara. Aí que entra o anjo da minha vida, Lara (S2S2S2) trazendo esse filme. No começo é cômico e aventureiro depois se torna sensível aos problemas da América Latina do século XX, é muito interessante ver o jovem Ernesto Guevara de La Serna, quase se formando em medicina, se entregar totalmente a causa da lepra, ali vemos nascer Che Guevara. A esse aqui eu entrego o Oscar de melhor roteiro original!

4) Escola de Rock. (2004)


Tá pensando que eu não assisto comédias Jão? Claro que sim, adoro gargalhar, principalmente quando o motivo das risadas é o Jack Black, que guri não desejou uma escola de rock quando assistiu? Imagina ao invés de lição de matemática, um cd do 'The Who' como tarefa de casa, também é impossível não torcer pro Mr. Black e seus pequenos aprendizes do rock. Ah em uma das cenas existe uma referência clara a uma música do Foo Fighters, banda que eu sou super fã, amo mais que lasanha, ou seja me ganhou fácil. Esse aqui leva o Oscar de melhor canção original!

5) Milk: A voz da igualdade. (2008)


Harvey Milk foi um cara que não se anulou, não se diminuiu diante dos preconceitos da sociedade em que vivia, como resultado disso foi o primeiro homem abertamente gay a assumir um cargo público na América, um ativista que lutou de forma incessável pelo movimento LGBT. Aí resolvem adaptar a história do cara para o cinema, depois de muitos desencontros na produção do filme, acertam o elenco e colocam Sean Penn para representar Milk, atuação que rendeu ao Sean o Oscar de Melhor Ator naquele ano, e Oscar de Melhor roteiro para o filme, mas no total foram oito indicações. Depois de dar todos os detalhes técnicos do filme e falar pra caramba do Sean Penn, eu me lembro que aqui o Oscar quem dá sou eu e vou ser bem arbitrário e entrega-lo ao James Franco (Interpreta Scott, o namorado de Milk), mais lindo, melhor bigode,tesudo, melhor ator coadjuvante!

Então é isso galera, esses são os meus premiados, vale a pena dar um saque em cada um deles, pelo menos eu amo muito tudo isso!

Antônio.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Inquietude sempiterna.

Estou sempre sentado, ou em pé, não importa em que posição eu esteja estou sempre à espreita de algo novo e que não me decepcione. Talvez seja um grande equívoco por expectativas em coisas terrenas e finitas, mas não posso evitar, afinal também sou terreno e finito, chega ser ultrajante me pedir pra ser mais comedido, o que acontece é que eu dou vazão aos impulsos mais superficiais e acabo me gastando antes de chegar ao fim.

 Impaciência de ler o livro inteiro, de ouvir aquela música até o final, de não contar o final do filme, ansiedade me consome como calor tragado na ponta do cigarro e eu desisto antes de tentar, minha mochila cheia de rascunhos amassados, expressão clara da minha vontade de produzir algo bom e não achar nada bom o suficiente, de não me achar suficiente.

A dor de cabeça aliviada com o analgésico vencido, a dor no peito confortada pela esperança de um novo dia, a solidão confrontada num abraço apertado as memórias mais remotas possíveis, o desespero velado no silêncio gritado, o corpo que responde em delay, já é de lei.

Um retrato moderno da falta de apego a qualquer coisa, desperdiçar tempo perseguindo-o, buscando por algo que valha a pena e fazer isso em looping eterno, sem considerar a total falta de aptidão para o perfeito. A consagração de uma odisseia triste que todo mundo odeia o fato de já saber o final.

Antônio.