segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Serpenteia serpentina

Houveram vezes em que eu só consegui chorar.

Algumas vezes o corpo se recusou a obedecer a mente e vice versa.

Na primeira vez percebi que as luzes, os sons e os odores me incomodavam.

De vez em quando eu evito as pessoas que conheci lá.

Quase sempre as pessoas de lá me evitam.

Algumas marcas no pescoço, o suor que une roupa e pele.

Os pés que cansados caminham seguindo o fluxo, os punhos que em riste ferem.

O sorriso e o belo em evidência fazem a perfeita contradição.

Coração, carne e cerveja, eu sei o que ponho na mesa e desse banquete eu vou me servir.

A alegria é truculenta, se tu não aguenta não vá entrar.

Antonio.

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