
Ela diz que enfim chegou a sua estação,
diz isso com ar de quem muda ou mudará.
Ela canta, brinca e se entrega e ao passar do fim de semana,
me conta que se arrependeu.
Ela sabe quantos corações arrebata todo dia mas
ainda insiste em desacreditar do magnetismo que tem o seu olhar.
Ela reclama, ela chora, ela ri, faz birra, ela sente.
Ainda que tão impaciente, espera pelo que há de vir.
Quando não contente se queixa e ainda me culpa, tira onda de maluca, mas lá no fundo ela sabe,
que o mundo não é esse buraco imundo do qual ela tem pavor.
Ela sabe que existem coisas do lado de fora que valem a pena abraçar,
mas o receio de tentar a impede de desfrutar de todos os prazeres e dores.
Presa aos números, tenta me convencer que o tempo
tá passando mais depressa e por mais pressa que ela tenha de viver, não consegue sozinha.
Eu digo todo dia "Se desamarra menina, se desprende!
O coração que te oriente, tu vai aprender a guiar"
Mas toda vez que solto as suas mãos ela tropeça, e quem sou eu pra
ignorar quando ela estende a mão pra eu ajudá-la a levantar?
Antonio.
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