sábado, 30 de janeiro de 2016

Eu acho que eu sou mais tímido do que penso



As coisas vão acontecendo e independente da maneira como elas te afetam você sempre ouve que deve demonstrar-se agradecido. Nesse meu percurso de vida muitas coisas boas e ruins aconteceram e acontecem comigo e então eu percebi que eu não sou bom com agradecimentos principalmente agradecimentos falados.

Eu sei que na maioria das vezes isso soa como falta de educação e tato, mas acontece que o ato de projetar a voz pra dizer um simples "obrigado" não é tão natural e fluido saído de mim. Isso não significa que não haja sentimento de gratidão em mim, existe! Eu só não sei expressar muito bem.

Incontáveis vezes eu me peguei sussurrando um obrigado após alguém ser gentil de segurar a porta pra mim por exemplo. Eu acho que por algum motivo, eu não sei qual, a gentileza me constrange nesses momentos e eu esqueço de reagir com normalidade.

Pior é quando eu tô cara a cara com alguém que acabou de me elogiar, meio que no automático eu ponho um sorriso petrificado na cara e tento pronunciar obrigado, mas sai tudo atrapalhado, é constrangedor. Na maioria das vezes eu prefiro dizer "você também!" ainda que a afirmação da pessoa tenha sido " bonito o lóbulo da sua orelha esquerda".

Se você chegou até esse parágrafo aqui talvez tenha se identificado com o relato, se for o caso, por favor me conta aí nos comentários, vou adorar saber que não estou sozinho nessa! No que excede, vai perdoando qualquer coisa e um grande obrigado! ( escrito fica melhor que dito rs)

Antonio.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Retrato de família

*Se preferir pode ler isso ao som de Family Portrait da P!nk

Você vê quem é querido e quem não é pelos porta-retratos na estante da sala.
Uma rejeição que eu não conquistei por mérito próprio respinga em mim,
 mas quando você precisa de ajuda orgulho será a última das ferramentas a te servir,
então eu adentro novamente a mesma sala de estar, de mal estar.

Sinto todos aqueles olhares me fuzilando, depois vem as perguntas e constatações de praxe,
"Nossa como você cresceu!" "Como vai a sua mãe?"
Nenhuma delas feita com a intenção real de ouvir uma resposta sincera,
esperam a mesma reação robótica de sempre, digo que estou bem.

Afinal compartilhar do mesmo sangue não preenche os critérios suficientes
para poder encontrar conforto no seio da família.

Eu sou aquela visita que arranja uma dormida no fim de semana,
eu sou a cadeira que sobra quando a mesa do jantar já está completa.

Eu sou aquele que ninguém sabe a data do aniversário de cabeça,
mas tudo isso não me fere, já me feriu um dia,
mas agora aprendi a lidar com o fato de eu ser a lacuna que não precisa ser preenchida,
eu sou elemento figurativo da cena e faço isso bem.


Antonio.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A agonia do SISU tá roubando minha sanidade

Arte mal feita no paint <3
Então aqui estou eu fazendo esse post apenas para não deixar o blog desatualizado por muito tempo. Não tenho tido cabeça pra bolar conteúdo legal pra postar aqui, tenho até uns esboços legais, mas chegou época de SISU e desestruturou o resto de cabeça que eu tinha...

Enfim, eu desejo boa sorte a todo mundo que tá concorrendo a uma vaga na universidade pelo SISU, e vai concorrer Prouni, FIES e todas essas alternativas aí, se quiser deixar o nome e o curso tá rolando uma campanha de oração aqui em casa (é sério!)

Amanhã saem as últimas notas de corte, e eu tô pedindo a deus e ao diabo, quem atender primeiro ganha minha devoção, eu não posso ir pra lista de espera, não desejo nem pro meu pior inimigo isso.


Antonio.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Encontre abrigo


Longe de Salvador, dia de chuva.
O que há?
O tempo virou e eu aqui sentado.

Corre pra dentro e arruma abrigo.
Liga pra mãe, pra avó, pra tia,
diz que está tentando ficar bem.
Não deixa transparecer na voz nenhuma insegurança.

Daqui pra frente o tempo pode virar outra vez, 
dessa vez não precisará fugir apressado da chuva.
Basta caminhar.

Ainda que não pareça liberdade,
transforme-a em fuga da realidade, 
Só não vicia.

Fugaz é a vida e as coisas dela.
De que vale se proteger tanto do mundo se o que há de melhor,
está lá fora?

Tomou o risco pra si, abraçou-o como parte da jornada.
Fez do pranto conforto e 
se uma dia voltar, voltará mais forte,
melhor preparado.

Prossiga sua inquietude, 
que sempiternas sejam as coisas boas,
também os bons aprendizados colhidos das experiências ruins.


Antonio.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Refletindo sobre a chegada do ano novo!


Finalmente estamos em 2016, como o mundo inteiro nesse momento de virada de ano eu estou/estive reflexivo. Vamos lá! 2015 foi um ano onde eu percebi que os momentos ruins foram, glamourizados, satirizados, viraram bordões repetidos em looping eterno, se tornaram aquele print engraçadão do Twitter que foi compartilhado milhões de vezes, com a intenção de fazer rir.

Eu mesmo admito, fui um dos maiores disseminadores desse conteúdo, e no fundo toda vez que eu clicava pra compartilhar aqueles tuítes engraçadíssimos, sempre rindo das famosas bad que batiam e espancavam, dos papéis de trouxa feitos, eu tinha a intenção real de reclamar sem ser taxado de " O chato que reclama da vida na internet".

Existe um senso de que 2015 não foi um ano fácil pra ninguém, eu falo por mim, foi difícil, eu reclamei, reclamei aqui, no Facebook, no Twitter, no colo dos amigos. Se tem uma coisa que fiz em 2015, essa coisa foi reclamar.

Terminei o ano insatisfeito? SIM, FUCKIN' SIM!!! Porém mais insatisfeito comigo mesmo pela falta de pulso de dar seguimento ao que planejei do que com o ano em si. Afinal de contas 2015 foram apenas quatro numerosinhos que representaram uma passagem de tempo, foi só mais um contador de tempo, ou seja, a culpa não foi do ano e sim da funcionalidade que você deu a ele.

Tempo é espaço, se você deixa um espaço em desuso ele fica vazio. Se você acumula muita coisa, fica bagunçado, confuso. A verdade é que tá todo mundo buscando a melhor formar de utilizar seu tempo/organizar melhor seu espaço, e que todo mundo erra e que a maioria das pessoas erra na ansiedade de acertar.

Portanto, não fique aí lamentando, chorando o ano que você não teve, invés de continuar na bad que você cantou em 2015 inteiro, vamos fazer um exercício de abertura de horizontes para 2016.

1º Deixe toda a bagagem ruim no ano passado, entre em 2016 apenas com o aprendizado extraído das experiências ruins.

2º Procure a agenda cultural da sua cidade ( no caso de você morar aqui na Bahia, pode clicar aqui :3) veja a programação, procure por algo que esteja dentro das suas possibilidades financeiras, alguma coisa  que tem a ver contigo e divirta-se.

3º Se você for dos mais caseirxs, é legal ficar em casa fazendo listas, mas se você só estiver a fim de  relaxar sem quebrar a cabeça, põe um filmezinho ( aqui algumas indicações minhas!) se não tiver nada legal na TV a Netflix tá aí pra isso, mas como nem todo mundo tem uma conta, o Crackle tá aí pra isso, uma opção gratuita, é só fazer o cadastro e ser feliz!

4º No mais fica com a cabeça fresca, não fica muito preocupadx e expectosx, tenta digerir o primeiro dia e se prepara pra receber bem o seguinte, tendo sempre em mente que tudo vai ficar bem! (isso é Carpe Diem eu acho rs).

Então, eu espero que 2016 seja legal conosco, compassivo com nossos momentos ruins e que aconteça sem a cobrança de ser o ano mais incrível da vida de todo mundo. Just let it be.



Antonio.