Longe de Salvador, dia de chuva.
O que há?
O tempo virou e eu aqui sentado.
Corre pra dentro e arruma abrigo.
Liga pra mãe, pra avó, pra tia,
diz que está tentando ficar bem.
Não deixa transparecer na voz nenhuma insegurança.
Daqui pra frente o tempo pode virar outra vez,
dessa vez não precisará fugir apressado da chuva.
Basta caminhar.
Ainda que não pareça liberdade,
transforme-a em fuga da realidade,
Só não vicia.
Fugaz é a vida e as coisas dela.
De que vale se proteger tanto do mundo se o que há de melhor,
está lá fora?
Tomou o risco pra si, abraçou-o como parte da jornada.
Fez do pranto conforto e
se uma dia voltar, voltará mais forte,
melhor preparado.
Prossiga sua inquietude,
que sempiternas sejam as coisas boas,
também os bons aprendizados colhidos das experiências ruins.
Antonio.
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